#2019MelhorAno – Retrospectiva CBTM – Hugo Calderano se firma entre os melhores do tênis de mesa em mais um ano histórico

30/12/2019 16:39

Brasileiro conquistou tudo nas Américas e fez a melhor campanha de um mesa-tenista do nosso país na história dos Mundiais

FOTO: A histórica cambalhota de Calderano após a final do Pan, em agosto. Crédito: Abelardo Mendes Jr./Rede do Esporte.

 

Rio de Janeiro (RJ), 30 de dezembro de 2019.

Por: Assessoria de Imprensa – CBTM

Na Retrospectiva do Tênis de Mesa Brasileiro 2019 já falamos das conquistas fora das mesas, das categorias de base e dos atletas olímpicos. Mas um nome merece um capítulo especial: Hugo Calderano. O sexto melhor jogador da atualidade teve mais um ano inesquecível, se firmando entre os melhores da modalidade no planeta. De quebra, ainda foi eleito o Atleta da Torcida no Prêmio Brasil Olímpico, disputando contra ídolos de várias modalidades.

Em oito dos doze meses da temporada, Calderano ficou na sexta posição do ranking mundial. Entre abril e julho, se revezou entre a sétima e a oitava colocações. Já são cinco meses consecutivos onde ocupa posição apenas abaixo de um japonês e quatro chineses.

A colocação no ranking se refletiu na temporada. Em quase todos os torneios disputados em 2019, Calderano sempre chegou em posições destacadas, geralmente caindo para um dos que ocupam posições a sua frente. No ranking olímpico, mantém-se entre os quatro melhores, posição que pode ser fundamental na disputa por medalhas nos Jogos de Tóquio, evitando os atletas da China antes de uma hipotética semifinal. O único momento ruim da temporada foi a eliminação precoce no Aberto do Catar, em março, quando caiu logo na estreia.

No Mundial de Budapeste, em abril, ele marcou seu nome entre os grandes, mais uma vez. Chegou nas oitavas de final e foi eliminado pelo, agora, tricampeão Ma Long, em um confronto precoce, que poderia ser evitado caso o chinês estivesse atuando regularmente (naquele momento, era o 11° do ranking). Mesmo assim, finalizou o torneio com a melhor campanha de um brasileiro na história dos Mundiais (igualando Ubiraci Rodrigues da Costa, o Biriba, em 1961, e Claudio Kano, em 1987).

No Pan, em agosto, Calderano chegou como grande favorito e não decepcionou. Saiu de Lima sem perder uma única partida e com três medalhas: ouro individual e em duplas masculinas, e bronze por equipes. O momento que será mais lembrado será a cambalhota após o jogo da final individual, quando superou o chinês naturalizado dominicano Wu Jiaji.

Garantido nos Jogos Olímpicos, Calderano voltou a Lima, dois meses depois, para ajudar o Brasil na busca pela vaga de equipes em Tóquio. Novamente, foi absoluto, vencendo todos os seus confrontos e tendo papel fundamental na conquista da vaga, contra os argentinos.

A Copa Pan-Americana foi mais um momento brilhante de Calderano, no mês de fevereiro, em Porto Rico. Com o título do torneio, garantiu presença na Copa do Mundo Individual, em novembro, na China, onde fez a melhor campanha de sua carreira, parando nas quartas de final.

No Circuito Mundial, o brasileiro teve como grande mérito a regularidade. Quase sempre presente entre os melhores, foi semifinalista na Áustria e República Tcheca e quadrifinalista na Hungria, Austrália e Japão, além do Grand Finals, em dezembro. Atuações sólidas que credenciam o craque a sonhar com um 2020 ainda melhor.

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